A Odisseia vai levar tudo no Oscar 2027?
O épico de 3 HORAS de Christopher Nolan chegou!

Todo filme novo de Christopher Nolan chega cercado por expectativas gigantescas. Seja pelo elenco estrelado, pelos efeitos práticos que o cabra domina ou só pela fama do diretor, a sensação é sempre de que estamos prestes a assistir “o próximo grande evento do cinema”.
Com A Odisseia, não foi diferente.
Inspirado na clássica obra de Homero, o filme adapta a jornada de Odisseu após a Guerra de Troia em uma produção de quase três horas. Mas será que todo esse bauticabau bau se transforma em um dos melhores filmes do diretor?
Um elenco gigantesco… nem todos aproveitados
O filme reúne um elenco impressionante, mas nem todos conseguem brilhar.
Alguns personagens possuem pouco tempo de tela, enquanto outros acabam não entregando atuações marcantes nos momentos em que a história mais precisava.
O mais paia talvez seja o Telêmaco, cujo arco poderia ter muito mais impacto, principalmente nas cenas finais.
As aventuras são o ponto alto
Apesar das críticas, existem várias sequências extremamente divertidas.
Os encontros com o Ciclope, a feiticeira Circe (Talvez o melhor momento do filme), Hades e outras criaturas da mitologia grega entregam alguns dos melhores momentos da produção.
Mesmo quando o roteiro se alonga demais, essas aventuras mantêm o senso de descoberta e tornam a viagem muito interessante de acompanhar.
Visualmente, Nolan continua em outro nível
Se existe um aspecto praticamente impecável, é a parte técnica.
A fotografia impressiona durante praticamente todo o filme.
Os efeitos visuais conseguem transmitir escala sem parecer artificiais, principalmente nas criaturas gigantes e nos cenários mitológicos.
Além disso, o design de som ajuda bastante na imersão, especialmente durante as sequências marítimas e os confrontos envolvendo Poseidon.
Nem toda cena de ação convence
Curiosamente, justamente nas batalhas finais o filme perde força.
Algumas coreografias parecem confusas, dá pra entender nada bicho.
Em vez de transmitir intensidade, certos confrontos acabam parecendo menos impactantes do que deveriam, principalmente considerando toda a construção feita ao longo da narrativa.
Vale o ingresso?
Sim.
Mesmo que a história tenha problemas de ritmo e algumas decisões narrativas dividam opiniões, A Odisseia continua sendo uma experiência pensada para a tela grande.
A fotografia, o som e a escala das cenas tornam a experiência muito mais envolvente do que provavelmente será em casa.
No vídeo completo explicamos esses pontos com mais detalhes.
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